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Nos últimos anos eu acompanho o desenvolvimento e a adoção de padrões abertos internacionalmente, e de alguns meses para cá, comecei a notar algumas estranhas movimentações e por conta delas decidi escrever este texto.

Existem dois fatos inegáveis no mundo da tecnologia da informação hoje em dia, que muitas vezes acabam sendo esquecidos no nosso dia a dia:

Empresas são monopolistas por natureza e a dependência tecnológica é a base do modelo econômico da indústria de tecnologia da informação.

O desenvolvimento de padrões tende sempre a comoditizar a indústria e por isso mesmo usualmente são desenvolvidos pelas empresas que dominam os mercados, e o fazem de forma preventiva. Quando estas não tomam a iniciativa da padronização, acabam vendo suas concorrentes mobilizando a cauda longa para que desenvolvam em conjunto o padrão e este quadro alternativo costuma ser o cenário típico do desenvolvimento de padrões abertos.

Os governos do mundo todo usualmente são os grandes demandadores da indústria de tecnologia da informação e seu poder indutor nesta indústria é crucial.

Foi assim que vimos um boom no desenvolvimento de padrões abertos, em grande parte demandado por governos do mundo todo (com destaque à União Européia), que perceberam o elevado grau de aprisionamento em que se encontravam e em que colocavam grande parte das empresas e cidadãos em seus países.

A indústria agiu rapidamente e tivemos inúmeros comitês nos últimos anos trabalhando no desenvolvimento de padrões abertos em tecnologia da informação, o que ocasionou verdadeiras guerras de padrões no mundo todo.

Em alguns países, a adoção de padrões abertos se deu de forma mais acelerada enquanto outros ainda debatem sobre quais padrões adotar, e como sempre este atraso no debate atende a interesses econômicos importantes.

O que noto com grande tristeza, é que existe uma sensação no ar de “batalha vencida” por parte de diversos governos e isso tem levado-os a não considerar mais a adoção dos padrões abertos como algo prioritário, mas como uma atividade corriqueira, como se tudo já estivesse concluído. Não canso de ver gente falando por aí: Isso aí é batalha ganha…

O resultado deste sentimento na indústria, é que muitas empresas já não tratam também o desenvolvimento de padrões abertos como algo prioritário e portanto, corremos o sério risco de ver padrões que levaram anos para ser desenvolvidos e adotados serem abandonados nos próximos anos.

A alegação que mais ouço das empresas sobre isso é que os governos deveriam trabalhar para a manutenção e o desenvolvimento dos padrões, e do lado dos governos, tenho ouvido com frequência que esta é uma função primordial da indústria… É assim que estamos caminhando a um perigoso jogo de gato e rato !

Por este motivo, eu alerto aos governos do mundo todo que cobrem cada vez mais a utilização de padrões abertos pela indústria de tecnologia da informação, e que cumpram com seu papel de fomentar o desenvolvimento de padrões abertos, principalmente através de casos de uso e de demandas do mundo real.

Lembro-lhes que as empresas em geral só enxergam lucro financeiro, enquanto os governos deveriam se preocupar com o lucro social, e sem a adoção de padrões abertos em TI, o acesso igualitário à informações e serviços públicos por meio eletrônico não são possíveis.

É importante ainda lembrar que em tempos de computação em nuvem, os padrões abertos são mais essenciais do que nunca, uma vez que a armadilha de aprisionamento aqui está na saída e não na entrada.

Desenvolver padrões abertos demanda muito mais tempo e recursos do que desenvolver padrões proprietários, além de comoditizar a indústria, dificultando o lucro fácil e imediato. Se deixarem esta decisão na mão das empresas, não se surpreendam com o resultado final.

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In recent years I’ve been  following  the development and adoption of open standards internationally, and few months ago, I began to notice some strange movements and on behalf of them decided to write this article.

There are two undeniable facts in the information technology industry today, which often end up being forgotten in our day by day activities:

Corporations are monopolistic by nature and technological dependence is at the base of the  information technology industry  economic model.

The development of standards always tends to commoditize the industry and this is why they usually are developed by companies that dominate the market, and they do so in a preventive manner. When they don’t take the standardization initiative, they end up seeing their competitors mobilizing  the “long tail” to jointly develop the standard and this alternative scenario tends to be the typical scenario of the open standards development.

Governments around the world are usually represent the largest demand at the information technology industry and their inductor power in this industry is cruscial.

That’s how we saw a boom on the open standards development in the past years, demanded by many governments around the world (with emphasis on the European  Union), who realized the high level of lock in that they were in, and put in most companies and citizens on their countries.

The industry moved quickly and we saw several committees in recent years working on open standards development in IT world, which led to real worldwide standards wars.In some countries, the open standards adoption were more accelerated while others still debating about which standards to adopt, and we all know that this delay on the debates serves some important economic interests.

What I note with great sadness is that there is a “Battle Won” feeling in the air of several governments and this has led them to not consider further the open standards adoption as a priority,but as a commonplace activity, as if everything had been completed. I’m tired of seeing people talking out there: This is a won battle …

The result of this feeling in industry, is that many companies don’t treat  the development of open standards as a priority anymore and therefore, we run the serious risk of seeing standards that took years to be developed and adopted to be abandoned in the next years.

The claim that I most hear from companies about this, is that governments should work for the maintenance and development of standards, and from the government side,  I often hear that standards development is a primary function of the industry … This is how we are going to a dangerous cat and mouse game !

For this reason, I would advise the governments around the world to demand even more the adoption of open standards from the IT industry, and also fulfill the governmental role of promoting the development of  open standards, mainly sharing use cases and real world demands with open standards development bodies and committees.

I remind you that companies usually only care about financial profits,  while governments should care about their social profit, and without the adoption of open standards in IT world, the equal access to public services and information through electronic means aren’t possible.

It’s also important to remember that in times of cloud computing, the open standards are more essential than ever, since the imprisonment trap here is at the exit door.

The development of truly open standards demands more time and resources than the development  of proprietary standards, and they also commoditize the industry, making it difficult to get easy and immediate profits. If you leave this decision to corporations, do not be surprised with the final outcome.

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En los últimos años he estado siguiendo el desarrollo y la adopción de estándares abiertos a nivel internacional, y hace unos meses, empecé a notar algunos movimientos extraños y en nombre de ellos he decdido escribir este artículo.

Hay dos hechos innegables en la industria de tecnología de la información hoy en día, que a menudo acaban siendo olvidados en nuestras actividades del día a día:

Las corporaciones son de monopólicas por naturaleza y la dependencia tecnológica está en la base del modelo económico de la industria de tecnología de la información.

El desarrollo de los estándares siempre tienden a generar comoditización en la industria y por eso que en general los estándares son desarrollados por empresas que dominan el mercado, y lo hacen de manera preventiva. Cuando no toman la iniciativa de normalización, terminan viendo a sus competidores hacer la movilización de la “larga cola” para desarrollar conjuntamente el estándar y este escenario alternativo tiende a ser el escenario típico del desarrollo de estándares abiertos.Los gobiernos de todo el mundo representan la mayor demanda en la industria de tecnología de la información y su poder inductor en esta industria es cruscial.

Por eso hemos visto un boom en el desarrollo de estándares abiertos en los últimos años, exigidos por la grand parte de los gobiernos de todo el mundo (con énfasis en la Unión Europea), que se han dado en cuenta su el alto nivel de lock-in tecnológico, para lo cual han alistado la mayoría de las empresas y los ciudadanos en sus países.

La industria se movió rápidamente y vimos varios comités en los últimos años trabajando en el desarrollo de estándares abiertos en el mundo de TI, lo que hasta ha conduzido algunas guerras de estándares en todo el mundo.

En algunos países, la adopción de estándares abiertos fué más acelerada, mientras que otros siguen debatiendo acerca de cuales normas a adoptar, y todos sabemos que este retraso en los debates sirve a intereses económicos importantes.

Lo que observamos con gran tristeza es que hay una sensación de “batalla ganada” en el aire de varios gobiernos y esto los ha llevado a no seguir con la adopción de estándares abiertos como una prioridad, sino como una actividad común, como si todo se había terminado. Estoy cansado de ver a la gente hablando por ahí: Esta es una batalla ganada …

El resultado de este sentimiento en la industria, es que muchas empresas no consideran más el desarrollo de estándares abiertos como una prioridad y por lo tanto, corremos el grave riesgo de ver los estándares que han llevado años para ser elaborados y adoptados, ser abandonados en los próximos años.

La afirmación que más escucho de las empresas acerca de esto, es que los gobiernos deben trabajar para el mantenimiento y desarrollo de normas, y desde el lado del gobierno, a menudo escucho que el desarrollo de estándares es una función primaria de la industria… Así es como vamos a un peligroso juego de gato y el ratón!

Por esta razón, yo aconsejaría a los gobiernos de todo el mundo para exigir aún más la adopción de estándares abiertos de la industria de TI, así como cumplir con la función gubernamental de promover el desarrollo de estándares abiertos, principalmente a través del intercambio de casos de uso y de las exigencias del mundo real con los organismos y comités que desarrollan estándares abiertos.

Les recuerdo que las empresas por lo general sólo se preocupan con sus lucros financieros, mientras que los gobiernos deben preocuparse por sus lucros sociales, y sin la adopción de estándares abiertos en el mundo de TI, la igualdad de acceso a los servicios y las informaciónes públicas a través de medios electrónicos no son posibles.

También es importante recordar que en tiempos de la computación en nube, los estándares abiertos son más esenciales que nunca, ya que la trampa de aprisionamiento aquí está en la puerta de salida.

El desarrollo de estándares verdaderamente abiertos exige más tiempo y recursos que el desarrollo de las estándares privativos, y también promoven la comoditización en la industria, haciendo con que sea más difícil obtener lucros fáciles e inmediatos. Si dejan esta decisión a las empresas, no se sorprendan con el resultado final.

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O ODF 1.2 está concluído !

March 29th, 2011

No último sábado foi anunciada oficialmente a aprovação da versão 1.2 do ODF (OpenDocument Format) pelo OASIS ODF TC, comitê internacional que desenvolve o padrão ODF. A próxima etapa é a aprovação da versão 1.2 pelo OASIS, votação que deverá ser iniciada nos próximos dias.

Pelos processos do OASIS, uma especificação primeiro deve ser aprovada pelo comitê que a produziu para que possa posteriormente ser votada por todo o OASIS. Além da especificação aprovada, é necessário ainda que se tenha ao menos 3 declarações de empresas de que o padrão está sendo utilizado por elas de forma interoperável. Até o presente momento, contamos com declarações da IBM, Oracle, KDE e Novell.

As principais novidades em relação a versões anteriores do padrão estão relacionadas ao suporte à assinaturas digitais, web semântica e finalmente um padrão para armazenamento de fórmulas em planilhas (OpenFormula).

Este anúncio marca o término do ciclo de desenvolvimento do ODF 1.2 pelo ODF TC, depois de 4 anos de trabalhos. Eu participei de 3 destes 4 anos e gostaria de compartilhar aqui com vocês algumas das lições que aprendi.

A primeira delas, é que participar do desenvolvimento de uma especificação como o ODF, que será utilizada por milhões de pessoas em todo o mundo para o armazenamento de suas informações é algo extremamente gratificante, mas é também uma imensa responsabilidade.

Para mim o grande desafio colocado aos desenvolvedores é o balanceamento adequado entre a necessidade de especificar da melhor forma possível os elementos da norma, sem que isto impacte na capacidade de inovação da indústria.

Qualquer restrição adicional colocada na especificação pode ter como impacto uma restrição no momento da sua implementação, o que significa neste caso que restrições em excesso podem acabar engessando as possibilidades de utilização de documentos eletrônicos.

Por este motivo, muitas vezes somos obrigados a colocar uma recomendação onde o mais adequado poderia ser uma obrigação, e entender os impactos disso dá bastante trabalho e normalmente gera muita discussão dentro do comitê, e discutimos até que se tenha consenso sobre a decisão tomada. Por isso mesmo é importante que existam dentro dos comitês não apenas representantes de empresas de software, mas também representantes de usuários dos softwares, pois são estes os que sofrerão as consequências de um “deve” mal colocado.

O segundo grande desafio que enfrentei é a falta de suporte às minhas atividades de desenvolvimento da especificação. Acredito que parte disso seja culpa da minha teimosia por insistir em continuar um trabalho que infelizmente não é NADA valorizado em nosso país.

Podem entender isso como um desabafo pessoal, mas ‘tapinha nas costas’ não paga as contas e infelizmente as empresas brasileiras ainda não entenderam que para ter lugar no mercado global não basta ser um bom usuário de padrões, mas ser um bom desenvolvedor de padrões.

Como sou teimoso, passei por momentos extremamente complicados na minha vida pessoal (e financeira) durante os últimos anos e não foram poucas as vezes em que tive vontade de jogar a toalha e ser mais um sentado no sofá reclamando de como o império domina a colônia.

O que me motivou a continuar foi a receptividade e o respeito que sempre tive dentro do comitê do ODF, que me mostrou que de fato o Brasil e os profissionais brasileiros têm muitas portas abertas e oportunidades no mundo da tecnologia e o que falta mesmo é força de vontade para encarar o desafio e seguir em frente. Não existe empresa no mundo que invista de verdade aqui sem que sejamos capazes de mostrar a eles que temos competência e que podemos de verdade participar do desenvolvimento de tecnologia. Fiz a minha parte e posso dizer que a sensação de dever comprido paga tudo.

Gostaria ainda de lembrar-lhes que por mais que tenhamos feito muito e avançado com a TI em nosso país, com raríssimas exceções, ainda somos uma nação de usuários e não importa aqui se o produto em questão é livre ou proprietário… nossa posição cômoda de usar e reclamar é que nos faz ficar estagnados onde estamos (e sim, estamos estagnados) e mudar este quadro não depende apenas de política, interesse comercial e financiamento. Depende de atitude de pessoas como você e eu, e se você quer mesmo mudar isso: mexa-se !

Pretendo continuar trabalhando no comitê do ODF, e pretendo também continuar o trabalho dentro da ISO, onde participo do grupo de trabalho que trata da adoção do ODF na ISO (depois de aprovado pelo OASIS, o ODF 1.2 deverá ser enviado à ISO). A teimosia é forte por aqui, e gostaria de ver mais teimosos ao meu lado neste trabalho.

Entendo também que a conclusão do ODF 1.2 pelo OASIS encerra um ciclo profissional em minha carreira e em minha vida pessoal e por isso mesmo eu gostaria de agradecer a todos aqueles que me ajudaram nestes anos de batalha. Agradeço por tudo, principalmente pelos ‘tapinhas nas costas’ que inúmeras vezes foram responsáveis por me fazer seguir em frente :)

Gostaria de deixar um agradecimento especial àqueles que me deram a oportunidade de trabalhar com o ODF ainda lá em 2007, e outro aos que têm me apoiado durante os últimos doze meses. Vocês sabem quem são e agradeço de verdade por tudo o que fizeram e por tudo o que tentaram fazer por mim.

Não posso deixar de agradecer aqui também a um grupo especial de brasileiros teimosos que insistem como eu em continuar trabalhando no SC34 da ISO. Só nós sabemos o que passamos e quanto nos custou o trabalho que fizemos até hoje. Com vocês ao meu lado, qualquer batalha é “vencível”.

Para finalizar, gostaria de deixar aqui a frase que tem me motivado a seguir em frente quando as coisas ficam ruins de verdade:

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”
Gandhi

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ODF 1.2 is finished!

March 29th, 2011

It was officially announced on last Saturday the approval of the ODF 1.2 Committee Specification by the OASIS ODF TC, the international committee that develops the ODF (OpenDocument Format) Standard. The next step is the approval of the ODF 1.2 by OASIS, and that ballot should be initiated in a few days.

By OASIS processes, a specification must first be approved by the committee that developed it to be voted by the entire OASIS. In addition to the approved specification at the TC level, it is also necessary to have at least three statements of companies that the standard is being used by them in a interoperable way. We have so far received statements from IBM, Oracle, KDE and Novell.

The major improvements on ODF 1.2 are related with the support for digital signatures, semantic web, and finally a standardized way to store formulas in spreadsheets (OpenFormula).

This announcement marks the completion of the development cycle of ODF 1.2, after 4 years of work. I attended three of these four years and would like to share with you some of the lessons learned.

The first one is to participate in the development of a specification like ODF, which will be used by millions of people around the world is extremely rewarding, but it is also a huge responsibility.

For me, the big challenge for standards developers is to find the balance the need to clearly specify the elements of the standard, with the impact on the innovation at the industry.

Any additional restriction placed on the specification may have an impact as a constraint in project implementation, which means in this case that a misplaced “shall” would restrict  the use cases of electronic documents.

For this reason, we are often obliged to make a recommendation where the most appropriate would be an obligation, and understand those impacts demands a lot of work and usually generates a lot of discussion inside the committee, and we usually discuss until the consensus is reached. Because of that, I believe that it is extremely important to have at committees the representatives of software companies but also representatives of users of the software, because they are the ones who suffer the consequences of a misplaced “shall”.

The second major challenge I faced is related with the lack of support for my strandard development activities in Brazil. Unfortunately this kind of activity has almost ZERO value in Brazilian IT&C industry and the little I could do was based on a lot of stubbornness with a high personal cost.

Anyway, I don’t like to be “another one” sitted at the sofa complaining about how the “developed world” rules over developing countries and my choise was to work without thinking about the profit that my work would bring me (right now, the profit is null and de debt is high).

What motivated most to “keep walking” was the receptivity and respect that I always received from the OASIS ODF TC members, who showed me that Brazil and the Brazilian professionals really have many open doors and opportunities in the technology world and it is up to us to prove that we really can work with technology development. I did my part and the accomplished duty feeling simply pays everything.

I intend to continue working with the ODF TC, and I also intend to continue working at SC34, where I’m a Brazilian expert at the working group that is handling the ODF maintenance at JTC1 (SC34 WG6).

I also understand that completion of the ODF 1.2 closes a cycle in my professional career and in my personal life, and therefore I would like to thank all those who helped me during the past years.

Finally, I would like to end with a quote that motivated me to move on when things get really ugly here:

“Be the change you want to see in the world.”
Gandhi

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ODF 1.2 está listo!

March 29th, 2011

Se anunció oficialmente en el sábado pasado la aprobación del ODF 1.2 por el OASIS ODF TC, el comité internacional que desarrolla el estándar ODF (OpenDocument Format). El siguiente paso es la aprobación de ODF 1.2 por OASIS, y la votación debe ser iniciada dentro de unos días.

En los procesos de OASIS, una especificación debe ser aprobada por el comité que la desarrolló para ser votado por la totalidad de OASIS. Además de la especificación aprobada en el nivel del comité, también es necesario tener por lo menos tres declaraciones de empresas que la norma está siendo utilizada de una manera interoperable. Hasta ahora hemos recibido declaraciones de IBM, Oracle, KDE y Novell.

Las mejoras principales en ODF 1.2 se relacionan con el soporte a firmas digitales, web semántica, y finalmente, una forma estandarizada para guardar fórmulas en hojas de cálculo (OpenFormula).

Este anuncio marca la finalización del ciclo de desarrollo de ODF 1.2, después de 4 años de trabajo. Asistí a tres de estos cuatro años y me gustaría compartir con ustedes algunas de las lecciones aprendidas.

La primera de ellas es que participar en el desarrollo de una especificación como ODF, la cual será utilizada por millones de personas en todo el mundo es muy gratificante, pero también es una gran responsabilidad.

Para mí, el gran desafío para los desarrolladores de los estándares es encontrar el equilibrio entre la necesidad de especificar claramente los elementos de la norma, con el impacto sobre la innovación en la industria.

Cualquier restricción adicional colocada en la especificación puede tener un impacto como una restricción en la ejecución del proyecto, lo que significa en este caso, que un ‘debe’ fuera de lugar puede limitar los casos de uso de documentos electrónicos.

Por esta razón, por veces somos obligados a hacer una recomendación cuando el más adecuado sería una obligación, y entender los impactos de cosas como estas demanda una gran cuantiad de trabajo y genera mucha discusión dentro del comité, que por lo general discute hasta que se llegue al consenso. Por eso, creo que es muy importante tener en los comités representantes de empresas de software y también representantes de los usuarios del software, ya que ellos son los que sufren las consecuencias de un ‘debe’ fuera de lugar.

El segundo gran desafío que he enfrentado se relaciona con la falta de apoyo a mis actividades de desarrollo del estándar en Brasil (y creo que lo mismo se pase en otros países suramericanos). Desafortunadamente este tipo de actividad tiene casi valor CERO en la industria brasileña de TI y C y lo poco que pudo hacer fue echo con grand testarudez a un costo personal elevado.

De todos modos, no me gustaría ser “más otro” sentado en el sofá, quejándose acerca de cómo el “mundo desarrollado” reglas sobre los países en desarrollo y mi opción fue a de  trabajar sin pensar en el lucro que mi trabajo me podría traer (ahora mismo, el lucro es nulo y de la deuda es alta).

Lo que más me motivó a “seguir caminando”, fue la receptividad y el respeto que siempre he recibido de los miembros del OASIS ODF TC, que me han mostrado que Brasil y los profesionales brasileños realmente tiene muchas puertas abiertas y oportunidades en el mundo de la tecnología y que depende de nosotros demostrar que realmente podemos trabajar con el desarrollo tecnológico (pienso nuevamente que lo mesmo se aplica a todos los sudamericanos). Yo hice mi parte y la sensación de deber cumplido paga por todo.

Tengo la intención de seguir trabajando con el ODF TC, y también la intención de seguir trabajando en SC34, donde yo soy un experto brasileño en el grupo de trabajo que se está encargando del mantenimiento de ODF en JTC1 (SC34 WG6).

También entiendo que la realización del ODF 1.2 cierra un ciclo en mi carrera profesional y en mi vida personal, y por lo tanto me gustaría dar las gracias a todos los que me ayudaron durante los últimos años.

Por último, me gustaría terminar con una cita que me motivó a seguir adelante cuando las cosas realmente se complicaron por aquí:

“Sé el cambio que quieres ver en el mundo.”
Gandhi

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Papel de parede ODF

September 24th, 2010

Já faz bastante tempo que quero fazer um papel de parede com o logo do ODF para meu smartphone, mas como não tenho a habilidade necessária, nunca consegui nada que não passasse do tosco…

Outro dia eu estava procurando na Internet para ver se achava algum legal, e encontrei um logo do ODF muito bem feito no site andy.fitzsimon.com.au. Entrei em contato com o Andy e pedi autorização para ele para usar o logo e ele além de autorizar me enviou ainda um arquivo SVG com mais uma série de ideias…

Com base neste arquivo que criei o papel de parede abaixo, em duas versões: BlackBerry (que também serve para desktops e outros smartphones com teclado) e Android (que pelas dimensões da tela teve o logo principal reduzido).

ODF Walpaper Small

Disponibilizo ainda o arquivo em SVG com o logo, na esperança que alguém com mais talento gráfico por aí faça um logo mais legal.

Divirtam-se e distribuam livremente o material !

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ODF Wallpaper

September 24th, 2010

I’ve spend a lot of time on the past years trying to make a wallpaper with the ODF logo for my smartphone, but as I don’t have the necessary graphical skills, I never got anything that could be useful…

Few weeks ago, I was searching the Internet to find some cool ODF logos, and finally found one very well done on a site andy.fitzsimon.com.au. I contacted Andy and asked his permission to use the logo. He authorize me and even send me an SVG file with other ideas…

Based on this file I created the wallpaper below, in two versions: BlackBerry (which also fits on desktops and other smartphones with keyboards) and Android (which by the size of the screen had the main logo reduced).

ODF Walpaper Small

I’m also publishing here the SVG file with the wallpaper, in the hope that someone out there with more talent could make a better wallpaper.

Enjoy the material and distribute freely!

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Fondo de pantalla ODF

September 24th, 2010

He pasado mucho tiempo en los últimos años intentando hacer un fondo de pantalla con el logotipo de ODF para mi smartphone, pero como habilidades gráficas necesarias, nunca he hecho nada útil.

Hace unas semanas, yo estaba buscando en Internet algunos logotipos de ODF, y finalmente encontré uno muy bien hecho en el sitio andy.fitzsimon.com.au. Entré en contacto con Andy y él me permitió a utilizar su logotipo y incluso me envió un archivo SVG con otras ideas…

Con base en este archivo, he creado el fondo de pantalla abajo, en dos versiones: BlackBerry (que también se puede usar en computadores y otros smartphones con teclado) y Android (que por el tamaño de la pantalla tuve el logo principal reducido).

ODF Walpaper Small

También estoy publicando aquí el archivo SVG con el fondo de pantalla, con la esperanza de que alguien por ahí con más talento podría hacer un fondo de pantalla mejor.

Disfrute del material y lo distribuya libremente!

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Um obituário para Larry Ellison

September 3rd, 2010

Há alguns anos atrás, descobri quase sem querer que Alfred Nobel (sim, o cara do prêmio Nobel) foi na verdade o inventor da dinamite, e fiquei muito curioso com isso, pois como o homem invetou algo que matou e ainda mata milhares de pessoas no mundo todo pode dar nome ao título que reconhece as pessoas que mais batalharam em seu campo de atividade, incluindo a Paz Mundial.

resposta é bastante intrigante: Em 1888, quando faleceu Ludvig Nobel (irmão de Alfred), os jornais da França erroneamente publicaram a informação da morte de Alfred Nobel, e colocaram em seu obituário: “O mercador da morte está morto: Dr. Alfred Nobel, que se tornou rico por encontrar maneiras de matar as pessoas mais rápido do que nunca, morreu ontem.”

Quando leu nos jornais o seu próprio obituário, Nobel percebeu que sua vida realmente tivesse acabado naquele dia, seria assim que a humanidade iria se recordar dele: um genocida. Por isso ele deixou em seu testamento o desejo de que grande parte da sua fortuna fosse destinada a criação do Prêmio Nobel, que seria entregue sem distinção de nacionalidade às pessoas, que se destacassem em algumas áreas de conhecimento, com destaque à luta pela Paz Mundial.

Não importa quem você é, o que você tem ou qual o tipo de vida que decidiu ter, cedo ou tarde todos nos vamos nos defrontar com a morte, e quando esta hora chegar, todos irão certamente pensar a mesma coisa (nem que por apenas alguns segundos): Como as pessoas irão se lembrar de mim…

Passei por uma experiência traumática dessas ainda muito cedo na vida, e lhes garanto que este é o primeiro pensamento que nos vem à cabeça quando olhamos a morte nos olhos.

Não me lembro exatamente a fonte, mas quando eu pesquisava sobre a vida do Steve Jobs para um trabalho na pós graduação, encontrei um texto escrito por um jornalista e amigo do Sr. Jobs que tinha um título parecido com “A tarde em que o Steve Jobs morreu”.

O autor do artigo contava que quando os resultados dos primeiros exames feitos quando o câncer no pâncreas do Steve Jobs foi detectado ficaram prontos, numa consulta matinal ele recebeu de seu médico uma sentença de morte: você tem apenas mais alguns meses de vida. O médico avisou ainda que faria mais uma bateria de exames naquele dia, mas que não acreditava que alguma cura pudesse ser alcançada e que por isso era melhor o Steve se preparar para a partida deste mundo.

Os exames foram realizados e no final do dia foi detectada uma chance de salvar a vida dele, o que de fato aconteceu.

Diz o autor do texto que durante as horas em que teve que conviver com sua sentença de morte, o Steve Jobs acabou sendo obrigado a repensar em toda a sua vida, decisões que havia tomado e coisas que tinha feito (e que tinha deixado de fazer). O resultado desta tarde de solidão olhando nos olhos da morte foi a estratégia que levou a Apple a chegar onde está hoje (e muito mais vem pela frente) e no campo pessoal o Steve Jobs assumiu a paternidade de uma filha que ele negava em reconhecer já há quase 20 anos.

Não sei se ouve algum evento traumático como os que citei na vida de Bill Gates, mas o trabalho que ele faz hoje na Fundação Melinda Gates é absolutamente admirável, e o que mais me surpreende nisso tudo é a quantia de dinheiro (e esforço pessoal) que ele coloca na pesquisa por uma vacina contra a Malária.

A Malária é uma doença que mata milhares de pessoas no mundo todo, principalmente crianças, e ela têm uma característica que mostra o que existe de mais nojento em nosso mundo hoje: Como a Malária mata muito apenas em países que vivem na extrema pobreza, nenhuma empresa da indústria farmacêutica se interessa pela pesquisa da vacina para a doença, pois nenhum desses países tem condição de adquirir as vacinas por um preço que dê o lucro desejado ás empresas.

Já faz mais de um ano que a Oracle comprou a Sun Microsystems, e acredito que este já foi o prazo mais do que suficiente para que a empresa tomasse uma decisão em relação aos projetos e tecnologias abertas que a Sun tinha e mantinha.

Até o presente momento, tudo o que podemos ver é uma grande nuvem cinza pairando sobre todos os projetos, e uma inabilidade exemplar em lidar com comunidades, o que para mim é um indício grave de que o mundo livre como conhecemos jamais será o mesmo.

Estou cansado de ouvir perguntas sobre o futuro do Java, do OpenOffice e do MySql (para me ater a apenas três dos projetos), e mais cansado ainda em tentar conversar com as pessoas com quem tenho contato na Oracle e sempre ouvir a mesma ladainha (investir mais e fazer melhor) que não se traduz em nenhuma ação concreta. Estou cansado de viver num mundo de incertezas e de boatos seguidos nesta área.

Fiquei ainda muito irritado com o recente episódio envolvendo a Oracle e o Google, não pelo processo em si (pois não sou advogado para avaliá-lo com precisão), mas pela mensagem clara que vem dele: Vamos usar nossas patentes de forma agressiva (o oposto da utilização defensiva de patentes que a Sun fazia).

A Sun possuía milhares de patentes que todos nós, usuários ou desenvolvedores de tecnologia da informação, usamos e “violamos” diariamente. Todo esse “arsenal nuclear” está nas mãos da Oracle e pelo que podemos ver, vão utilizá-lo.

Tudo isso acontece exatamente no ano em que nosso amigo Larry Ellison ganha o prêmio de CEO mais bem remunerado do mundo, chegando a posição de número 6 no ranking das pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna pessoal estimada em US$ 28 bilhões.

Por tudo que conheço da Oracle, sei que as grandes decisões são ainda tomadas pelo Sr. Ellison e portanto qualquer tentativa de sensibilização de outras pessoas na organização serão inócuas.

Por este motivo, tomo a liberdade de deixar aqui o Obituário do Larry Ellison, pois quem sabe após essa leitura ele mesmo “acorde” como os demais colegas citados neste artigo.

“Morre Larry Ellison: O Pontius Pilatus da era digital

Morre Larry Ellison, Fundador da Oracle e um dos homens mais ricos do mundo, que entre inúmeras aventuras com carros esporte e iates de luxo comprou e destruiu inúmeras empresas. Conhecido como o Pontius Pilatus da era digital por ter “lavado as mãos” inúmeras vezes após a compra da Sun Microsystems, abalando as estruturas do mundo do código aberto, destruindo empresas e sonhos no mundo todo.”

Ainda dá tempo de mudar isso, mas não sei se o Sr. Ellison está realmente interessado. Quem sabe agora ele medite sobre seu Sunset a bordo de seu Rising Sun. Como costumava cantar o Kansas: “…todo o seu dinheiro não irá te comprar mais um minuto.”

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